Pesquisa sobre Concepção
O novo paradigma de ciência

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De acordo com o histórico elaborado pela Dra. Winafred Luccas, para a maioria dos cientistas que pensam ser doloroso e difícil abandonar conceitualizações aceitas há muito tempo, ocorre a resistência em ver a possibilidade de ampliar a percepção da realidade através dos estados de consciência. Essa resistência tem gradualmente diminuído desde o início do século passado, com pequenos movimentos em direção a essa mudança de paradigma.

Três avanços contribuíram e tem facilitado essa mudança de paradigma, como forças paralelas que postulam e exploram estados de expansão de consciência, aos quais Kenneth Ring em seu “ Heading Toward Ômega ”, chama de “ consciência planetária ” ou Ômega, definindo nossa vida planetária tão bem como nossas vidas individuais.

 

O primeiro avanço foi o da escalada nas antigas teorias filosóficas da Ïndia e de países do Oriente iniciada nos anos 20 e 30 por Paul Brunton (“ Search in Secret India ”, 1934) e L. Adams Beck que reforçou os interesses pelo YOGA nos anos 30 e desenvolveu a área obscura do ZEN. Ela integrou conceitos orientais com as teorias emergentes de relatividade e um largo conhecimento da natureza da consciência proposta por pensadores inovadores na Física. Herman Hesse, após a 1º Guerra Mundial reflete sobre o significado para o seu sofrimento e sobre a sabedoria do Oriente em “Siddhartha” e “Journey to the East”. Charles Morgan desenvolve, nesse período, a praticidade e a respeitabilidade da introversão não religiosa em “The fountain”.
 

O segundo avanço, nesse mesmo período, tem sido a exploração da Física Moderna e Biologia. Ninguém esperava que essa área da Ciência chegaria às mesmas conclusões que os filósofos YOGUIS, mas desde o início do século Einstein falava sobre consciência como um aspecto fundamental da existência, seguido por Jeans e Eddington, que mais tarde afirmaram que “a matéria do mundo é matéria mental”. Integrando-se a essas primeiras mudanças de paradigma, outros colegas estrangeiros surgiram: Max Planck, David Bohm e Rupert Sheldrake falando corajosamente sobre a energia como constituindo a natureza da existência. Em 1975, um livro que causou impacto especial ao comparar bem sucedidamente a física teórica com as antigas concepções Vedas, foi “The tao of physis” por Fritjof Capra. “The Dancing Wu Li Masters” escrito em 1979 por Gary Zukov abrangeu uma área semelhante. Em 1983 Peter Russell no livro “The Global Brain”descreve nosso planeta como GAIA, uma consciência viva com a qual interage a consciência humana.
 

O terceiro avanço no início dos anos 60, corresponde às pesquisas psicodélicas que realizaram experiências diretas de extensas áreas da percepção, tornando-se impossível retornar aos limites estérieis da consciência comum. Pesquisadores sérios documentaram seus trabalhos, entre eles Jean Houston em “Varieties of Psychedelic Experiences”, (1966) e Stanislav Grof em “Realms of the Human Unconscious: Observations From LSD”em 1976. O que esse último autor demonstrou foi que outros níveis de consciência eram mais úteis do que até então se havia pensado, para se abrir caminho à descoberta de supostas vidas passadas e de outras experiências em estados de expansão de consciência.. Aldous Huxley em “Island”, (1972) cria uma sociedade construída sobre experiências psicodélicas. Andrew Weil em “The Natural Mind” demonstra a tendência inata no homem para experimentar episódios periódicos de consciência incomum e que esses estados de expansão de consciência tem um claro potencial de desenvolvimento psíquico. Ele propunha que lidar com o problema da droga envolvia não controle de drogas ou punição para o seu uso, mas oferecer segurança e meios mais produtivos de se experimentar estados de expansão de consciência. Ninguém escutou suas sugestões e a sociedade hoje paga um alto preço para o controle das drogas.
 

O avanço na mudança de atitude em relação à saúde física e Medicina reflete a escalada constante do novo paradigma. Ramacharaka no início do século descreve os campos energéticos do corpo ( Chakras) . Laurence Leshan (1956), esboça um novo e bem sucedido experimento em tratamento energético, produzindo a evidência incontestável das forças curadoras além daquelas geralmente aceitas. Elmer e Alice Green propõem o controle dos processos autônomos pelo biofeedback explorando a consciência do corpo e extendendo o fundamento da Medicina Mente-Corpo, onde o corpo é o laboratório no qual nós aprendemos a manipular energias vitais. Tais obras entrelaçaram conceitos médicos modernos com os pontos de vista filosóficos do Oriente, consistindo alguns dos vários experimentos em Medicina Alternativa, tais como Acupuntura e hoje já reconhecida oficialmente, a Homeopatia. Os Simontons em “ Getting Well Again ” ( anos 70 ) demonstraram a possibilidade de se usar imagens mentais para se tratar o câncer. Norman Shealy em “Ninety Days to Self Health” ( 1976), propõe outros novos modelos de tratamento tais como os inovadores biogênicos e, em “Creation of Health” ( 1988) reflete sobre o crescimento na última década da compreensão do diagnóstico psíquico, da natureza da doença, e dos mecanismos de cura.
 

Larry Dossey em “ Recovery of the Soul ” ( 1989 ) apresenta corajosamente o conceito de alma, o conceito da mente não localizada, como um local de interação e de conexão que poderia situar um novo fundamento para o comportamento ético e moral. O livro apresenta uma importante hipótese de que o amor é endêmico, num genuíno e não localizado senso de totalidade, e tal conceito de amor, ajudou a tornar o conceito de energia do amor confiável e aceito. O trabalho cientificamente inovador de Deepack Chopra em “Quantum Healing” (1989) deu estrutura à Medicina Mente-Corpo através do conceito de “uma inteligência” programando o DNA, abrindo caminho para se compreender como a programação do corpo energético (o qual Woolger propõe ser, pelo menos uma parte, feita em outros períodos de vida) pode se conflitar com o corpo físico de hoje.
 

A Medicina Alternativa vinculada à Física moderna declara finalmente o que os Yoguis conheciam desde o início: que o corpo físico é um campo energético. Hiroshi Motoyama em “Science and the Evolution of Consciousness: Chacras, Ki and Psi” (1978)demonstrou instrumentalmente a natureza dos campos energéticos do corpo e observou mudanças nos centros de energia (chakras).

Roger Woolger trabalhou a partir de antigos conceitos Yoguis de energia para explicar a natureza, a conservação e a transmissão de experiências de outros períodos de vida. Chet Snow fez o máximo uso dos conceitos de energia da Física Moderna. Ambos chegam juntos a uma matriz teórica para compreender a formação e persistência de padrões e a natureza terapêutica, não apenas em regressão de memória, mas em psicoterapia em geral.
 

Marilyn Ferguson em “The Aguarian Conspiracy” (1980) postula que numerosas pessoas estariam começando a “respirar juntos” (o significado literal de con-spirar) como se elas mudassem para um novo estado de consciência. Ela fundou o Brain-Mind Bulletin, como uma clareira para profissionais das várias áreas - medicina avançada, psicologia, educação, política e pessoal - que estão envolvidos na consolidação desse novo paradigma.
 

Enquanto isso, várias associações surgiram para trazer coesão a esses avanços especializados: o Institute of Noetic Sciences, a Association of Transpersonal Psychology, a Association of Humanistic Psychology, a Association for Holistic Medicine,Sociedade Internacional de Medicina e Psicologia Pré e Perinatal (ISPPM), a International Transpersonal Association (ITA) e, mais recentemente, a Associação Luso-Brasileira de Transpessoal, entre outras.

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