Psicoterapia e Abordagem

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Conforme nos trouxe Vera Saldanha, em seu livro, "Psicoterapia Transpessoal", até o final do séc.XIX a Psicologia fora estudada como parte da religião, posteriormente, vista dentro da Filosofia e, apenas a partir de 1896 passou a ter características de Ciência.
 

Seus primeiros postulados foram baseados na Física do século XVIII, no paradigma “Newtoniano - Cartesiano” de Ciência, através das experiências de Wundt, Weber e Fechner, tendo sido a Alemanha o seu berço. Em termos de saúde mental, Stanislav Grof assinala que isto significava entre outros elementos:
 

  1. Identificação experimental com o corpo físico do indivíduo. 

  2. Aceitação do espaço tridimensional.

  3. Aceitação do tempo linear irreversível como coordenadas objetivas e mandatárias da existência.

  4. Limitação das fontes de informação para os canais sensoriais (cinco sentidos) com registro no substrato material do sistema nervoso central.

  5. Validação Consensual.


Nesta conceituação de saúde mental, não se requer gosto ativo, apreciação pela existência ou processos de vida. O indivíduo é considerado mentalmente são, mesmo que apresente uma vida alienada, infeliz, dominada pela excessiva necessidade de poder, pela competição ou ambições insaciáveis.

A escola behaviorista cunhou a chamada psicologia acadêmica tradicional, baseando-se no materialismo científico. Surge a Psicologia Comportamental, a primeira força em Psicologia.

O movimento psicanalítico influenciou, ao longo dos anos, a psicologia científica de Wundt, consolidando-se em seguida, como Psicanálise, a segunda força em Psicologia.

Com raízes no existencialismo, na fenomenologia, vemos surgir uma reação ao materialismo científico e ao empirismo crítico da escola freudiana. Preocupando-se com a humanidade fundamental do homem, a busca do sentido da vida e da existência humana, encontramos nomes como os de Abraham Maslow, Rollo May, Carl Rogers, Victor Frankl, entre outros.

Na Psicologia tradicional o movimento da Transpessoal teve inúmeros precussores, desde William James em seu estudo sobre o sentido das experiências religiosas, M. Bucke, o primeiro médico a descrever e utilizar o termo consciência cósmica, Jung, aludindo às experiências luminosas, bem como Erick From nos falando de um movimento que combina a vontade de uma profunda modificação social com uma nova perspectiva espiritual. Também Moreno, o criador do Psicodrama, enfatiza o ser como um ente bio-psico-social-cósmico colocando a religiosidade como uma dimensão necessária para a compreensão total do homem. Maslow nos mostra que há um impulso inato para a busca do significado da existência e transcendência. Essa mesma direção ocorreu no campo da literatura desde Teillard de Chardin, Jam Christian Smuts, Tagore, H. Hesse, G. K. Gibran, Richard Bach, Saint-Exupery, a Carlos Castaneda, entre outros. Julian Huxley denominou este conjunto de idéias novas como “Humanismo”, por basear-se fundamentalmente na compreensão do homem e de sua relações com o ambiente. Reflete sobre o homem, seu sentido de vida, suas necessidades, sua transcendência. J. Huxley fala-nos do Pe. Teilhard de Chardin, do homem religioso que habita em cada um de nós.

 

Nasce então, a terceira força em Psicologia, a Psicologia Humanística. Foi em 1957 que Huxley criou o termo “transhumanística”, aludindo à natureza total do homem, como um ser no cosmo. Fala-nos do campo da Psiquiatria e da Psicologia como o estudo compreensível da hipnose, da droga, da educação, do misticismo, do subconsciente, de sanidade e de doença mental, tendo como objetivo integrar todas as forças psicológicas que atuam na vida do homem.
 

No desenvolvimento da Física, surgem Max Planck, Ilya Prigogine e Albert Einstein, cujas teorias colocam em cheque as afirmações da Física Clássica (Newtoniana). Assim, a Física Moderna, afirma que “Energia é matéria, matéria é energia, estão sempre vibrando, mudando de frequência e aparecendo sob diversas formas.” Estabelece um postulado que descreve o Universo como uma teia gigantesca, dinâmica, em constante mutação.
 

Maslow desenvolvera estudos e pesquisas sobre pessoas que tinham relações adequadas com a vida e com os desafios que a mesma lhes impunha, apresentando grande força motivacional para enfrentá-los, numa visão evolutiva da própria existência. Constatou entre outros elementos que tais pessoas vivenciavam as suas tendências transpessoais - as meta-necessidades. Em seu livro “Motivação e Personalidade”, pressupõe que tais necessidades são instintivas na natureza humana, e, portanto, inatas.

A. Maslow, Victor Frankl, M. Vich, Antony Sutich somam forças em torno destas idéias. Em 1961, fundam o “ Journal of Humanistic Psychology ” e um ano depois a “Associação para a Psicologia Humanística”. Ao movimento agregam-se muitos nomes. Em 1967, Maslow recomenda o termo “Transhumanistic Psychology”a esta nova força que surgia, criando um jornal de Psicologia Transhumanística.

Em 1968, durante uma reunião de que participaram Abraham Maslow, Victor Frankl, Stanislav Grof e James Fadiman, tomou-se a decisão de se substituir o termo “Transhumanístico” por “Transpessoal”.

É, então, anunciada a nova força em Psicologia, a quarta força, a Psicologia Transpessoal através de um artigo entitulado “Transpersonal Psychology - an emerging force”, publicado por Antony Sutich no “Journal of Transpersonal Psychology”, no ano de 1968.

 

A Psicologia Transpessoal gira em torno de princípios semelhantes aos da Física Moderna, postulando que “Todo conhecimento ou toda vivência do indivíduo é resultante e existe em função do estado de consciência deste indivíduo = Vivência da realidade é função do estado de consciência em que o indivíduo se encontra (a percepção do objeto é uma função do nível de consciência)”. Afirma que “O ego consegue apenas perceber partes da realidade total”, que “ para vivermos plenamente torna-se necessário que entremos no estado de consciência, chamado consciência cósmica”, ou “nível transpessoal de consciência”, e que “existem dentro do homem todos os recursos e instrumentos para viver e encarar a realidade plena da sua essência, vivendo mais satisfatoriamente”.
 

De 1968 até a atualidade, outros autores têm se destacado na Psicologia Transpessoal, tais como Stanley Kripner, Frances Vaughan, Roger Walsh, Charles Tart, Ken Wilber, Ram Dass, Goleman, Goldstein, J. Murphy, Laurence Le Shan, Pierre Weil e outros.
 

No Brasil, Pierre Weil, é reitor da Universidade Holística de Brasília, trabalhando pela Paz no mundo em cooperação com a UNESCO. Consultor da ONU, criador do curso “A Arte de Viver em Paz”, phd em Psicologia pela Universidade de Paris, Professor emérito da Faculdade de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais, autor de inúmeros livros de relevância no âmbito da Psicologia Transpessoal. Temos também Roberto Crema, Psicólogo, Antropólogo, Vice Presidente da Associação Latino-Americana de Análise Transacional, Diretor Geral da Holos-Brasil, Presidente da Fundação Cidade da Paz; Gislaine Assumpção, autora do livro “ Pingo de Luz”; Vera Saldanha, autora do livro "Psicoterapia Transpessoal", dentre outros.

 

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